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Mestrando: Lucas Fagundes da Silva. (28/02/2018, às 08:00 horas). A ferrugem do cafeeiro causada por Hemileia vastatrix Berk. & Broome e a ferrugem asiática da soja causada por Phakopsora pachyrhizi Sydow & P. Sydow são doenças altamente severas e de difícil controle. Dentre as estratégias de manejo destaca-se o controle químico, considerado o método mais importante em ambos patossistemas. Apesar disso, os últimos grupos de fungicidas foram lançados no mercado nacional há quase 20 anos. Diante desses fatos, é necessário procurar novas moléculas que possam apresentar potencial para o controle, tanto da ferrugem do cafeeiro, quanto da ferrugem asiática da soja e que sejam menos tóxicos ao meio ambiente, homem e animais.  Nesse sentido, delineou-se este trabalho, para avaliar o comportamento de moléculas do grupo ditiocarbimato, no controle da ferrugem do cafeeiro e da ferrugem asiática da soja. Para tal, quatro moléculas (1A, 2A, 1B e 2B), representantes dos ditiocarbimatos foram sintetizadas e submetidas a testes de sensibilidade, com um gradiente de concentração, para obtenção da DE50. Os valores da DE50 similares obtidos pelos ditiocarbimatos, controle positivo mancozebe, possibilitaram o desdobramento para ensaios em casa de vegetação in vivo. Sob condições controladas, o potencial de controle foi estudado através da obtenção dos componentes epidemiológicos de cada patossistema. Os resultados dos testes in vivo para a ferrugem do cafeeiro demonstraram que os compostos 1A, 2A e 1B não apresentaram diferenças significativas, no teste de Kruskal-Wallis (p=0,05), em relação ao controle positivo mancozebe, na concentração de 1 mmol.L-1 para a variáveis período de incubação médio, período latente médio, produção de esporos, lesão sem esporulação, lesão com esporulação e área abaixo da curva de progresso da doença.  Para a ferrugem asiática da soja, os tratamentos 1B e 2B foram fitotóxicos na concentração de 0,05 mmol.L-1 e não foram incluídos nas análises estatísticas. Já os compostos 1A e 2A não apresentaram fitotoxidez nessas concentrações e foram considerados nas análises. Os dados obtidos para variáveis período latente médio, pústulas por cm², eficiência de controle relativa e área abaixo da curva de progresso da doença mostraram que o tratamento 2A não apresentou diferença significativa pelo teste de Kruskal-Wallis (p=0,05) do mancozebe, e que o tratamento 1A não foi eficiente para controle da ferrugem asiática da soja. Em síntese, os resultados similares das moléculas com o padrão mancozebe, permitem continuidade dos estudos com os compostos 1A, 2A e 1B para a ferrugem do cafeeiro e 2A para a ferrugem asiática da soja, em condições de campo.

Orientador: Laércio Zambolim
Data e Hora: 28/02/2018, às 08:00 horas
Local: ESB – Sala 102