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Prelecionista: Ana Claudia Ruschel Mochko. Data: 24/08/2021, às 16:00 horas pelo ZOOM*. Orientador: Prof. Fabrício Ávila Rodrigues.

O milho (Zea mays L.) é considerado uma cultura de grande importância para a economia mundial e a ocorrência de doenças tais como a antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum graminicola, tem causado grandes prejuízos na produção. Esse estudo investigou o efeito do silício (Si) (experimento 1) e do ácido pipecólico (AP) (experimento 2) em potencializar a resistência do milho à infecção por C. graminicola. Para o primeiro experimento, as plantas foram cultivadas em solução nutritiva sem (0 mM) ou com (2 mM) adição de Si e não inoculadas ou inoculadas com C. graminicola. Para o segundo experimento, as plantas, cultivadas em substrato, foram pulverizadas com água (controle) ou com solução de AP e não inoculadas ou inoculadas com C. graminicola. Os sintomas da antracnose foram reduzidos nas folhas das plantas supridas com Si ou pulverizadas com AP. Nessas folhas, os valores dos parâmetros da fluorescência da clorofila a Fv/Fm (eficiência quântica máxima do fotossistema II), Y(II) (rendimento fotoquímico) e Y(NPQ) (rendimento de dissipação regulada) foram maiores indicando que o dano ao aparato fotossintético causado pela infecção por C. graminicola foi reduzido. Além disso, a concentração de pigmentos fotossintéticos (clorofila total (a+b) e carotenoides) foi elevada enquanto que a produção de aldeído malônico (indicador bioquímico de dano aos lipídios da membrana celular), peróxido de hidrogênio e ânion superóxido foi reduzida para as plantas supridas com Si ou pulverizadas com AP. Durante o processo infeccioso de C. graminicola, as atividades das enzimas de defesa (quitinase, β-1,3-glucanase, fenilalanina amônia-liase, peroxidase e polifenoloxidase) e aquelas envolvidas no metabolismo antioxidativo (ascorbato peroxidase, catalase, glutationa redutase e superóxido dismutase) foram elevadas nas folhas das plantas supridas com Si ou pulverizadas com AP. Com base nos resultados bioquímicos e fisiológicos, conclui-se que tanto o Si quanto o AP mostram-se eficientes em aumentar a resistência do milho à antracnose num cenário onde ocorreu potencialização de mecanismos bioquímicos de defesa, preservação do aparato fotossintético e um metabolismo antioxidativo robusto.

  *Interessados contatar pos.fitopatologia@ufv.br  para solicitar o link.