A parceria entre o Departamento de Fitopatologia (DFP) e turmas e mais turmas de engenheiros agrônomos formados pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) já rendeu muitos frutos, não apenas na graduação, mas também em importantes trabalhos apresentados pelo Programa de Pós-Graduação em Fitopatologia. Criado para oferecer as disciplinas da área de fitopatologia necessárias para a formação dos engenheiros agrônomos, o DFP recebe alunos interessados em se aprofundar na área, seja através de estágios, da participação em grupos de pesquisa ou, após a graduação, nos cursos de mestrado e doutorado.

Veja mais sobre os frutos e os novos caminhos que essa parceria traz neste vídeo, que o DFP lança hoje, 12 de outubro, Dia do Engenheiro Agrônomo. 

 

O foco na fitopatologia habilita o profissional de agronomia no diagnóstico de doenças de plantas e na implementação de medidas de manejo, considerando as especificidades de cada patossistema e a complexidade do próprio sistema de produção. “Como temos no Brasil um sistema produtivo bastante diversificado e intensivo, um agrônomo que tenha uma sólida base teórico-prática em fitopatologia – e isso é um diferencial oferecido somente na UFV -, certamente se destacará no mercado de trabalho”, avalia a presidente da comissão de ensino do DFP, professora Dalila Buonicontro

Os caminhos para os quais a fitopatologia pode direcionar os engenheiros agrônomos são muitos, incluindo a atuação como docentes ou pesquisadores no setor público ou privado e como pesquisadores em biotecnologia e inovação em empresas de médio e grande porte envolvidas na produção de insumos e soluções tecnológicas voltadas para o agronegócio, que responde pela mais importante fatia da economia brasileira. “Além disso, o treinamento em fitopatologia pode abrir caminho para jovens que queiram empreender com a criação de startups, por exemplo. Há várias oportunidades que um fitopatologista pode abraçar e explorar para conquistar um espaço no mercado de trabalho”, lembra Dalila.

A professora chama a atenção ainda para a questão da segurança alimentar, grande desafio a ser enfrentado em todo o mundo, nas próximas décadas. “A fitopatologia tem um papel central na capacitação dos agrônomos para atuar na diminuição das perdas por doenças de plantas, que são estimadas em 15% de toda a produção mundial. Quando analisamos as perdas em uma agricultura tropical, como aqui no Brasil, esse número pode chegar a até 100%.”  

Casa de agrônomos
Cerca de 90% dos estudantes que passam pelas disciplinas oferecidas pelo DFP vem da agronomia. “A excelência do nosso Programa de Pós-graduação na área é reconhecida nacional e internacionalmente. Temos egressos em posições de destaque nas Universidades e institutos de pesquisa no Brasil e no exterior”, conta o professor Emerson Del Ponte, que coordenou o Programa por quatro anos. “Estamos sempre abertos e ansiosos em receber estudantes curiosos, interessados em aprender e se doar para a fitopatologia. Temos um grupo de docentes especializados em diferentes áreas da Fitopatologia que se dedicam a investigar e abordar os problemas relacionados às doenças de plantas usando diferentes abordagens. É gratificante quando conseguimos despertar o interesse e paixão nos estudantes que nos procuram para realizar estágio”, completa Dalila.