IMG-20180213-WA0001Gabriel Alves conseguiu sua vaga no mestrado no último mês de março, mas a história dele com o Programa de Pós-Graduação em Fitopatologia já dura anos. Desde o final do primeiro período da graduação em Agronomia, cursada na UFV, é nos corredores e laboratórios da Fitopatologia que ele passa a maior parte do seu tempo. Há cinco anos e meio, Gabriel faz parte da equipe do Laboratório de Biologia de Populações de Fitopatógenos, coordenado pelo professor Eduardo Mizubuti, que é seu orientador. Até o ano passado, ele trabalhava ao lado dos colegas, em sua maioria mestrandos e doutorandos, nas pesquisas desenvolvidas pelo grupo. Agora, dois meses depois de ter sido aprovado em primeiro lugar para o mestrado, ele está pronto para desenvolver sua própria linha de pesquisa.

“Logo no primeiro período da graduação, eu cursei uma disciplina de Introdução à Agronomia, que trazia uma visão geral da profissão do Engenheiro Agrônomo. Uma dessas aulas, ministrada pelo professor Gleiber Quintão Furtado, foi sobre fitopatologia, e eu me interessei muito. Ele falou sobre estágios na área, e embora fosse cedo, eu não pensei duas vezes”, conta ele, que sempre teve interesse pela área acadêmica. Após aquela aula, Gabriel entrou em contato com o professor Gleiber para saber mais sobre as oportunidades que ele tinha citado. “Ele me disse então que o professor Eduardo estava recebendo alunos, e eu fui até lá. Entrei no laboratório e não saí mais.”

Nos primeiros meses, Gabriel fazia um acompanhamento geral das pesquisas realizadas pela equipe, até que, por orientação do professor Eduardo, passou a se dedicar mais diretamente ao trabalho de Daniel Heck, então estudante de doutorado, que realizava pesquisas com o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense. “Eu tinha, de fato, um plano desde o início, mas a orientação dos dois (professor e doutorando), foi fundamental para amadurecer meu interesse pela área, perceber minhas aptidões, carências, e desenvolver minhas habilidades”, avalia Gabriel. Com Daniel, Gabriel publicou seu primeiro artigo , o que contribuiu para seu currículo ganhar forma.

Foi também por meio dos trabalhos no laboratório que ele conseguiu sua primeira bolsa de iniciação científica. Ao longo da graduação, foram duas bolsas deste tipo, e outras duas de estágio, por meio de parceria com a iniciativa privada. “Acho importante destacar que a iniciação científica não é uma rotina fácil. São horas de dedicação, é preciso foco para dar conta, especialmente porque ainda temos as outras obrigações de graduando. Mas é importante buscar fazer da maneira mais correta possível, até por uma questão de responsabilidade social, com as agências de fomento, orientador e  comunidade que permitem que haja essa oportunidade”, diz ele.

Só o começo
Recém chegado ao mestrado, Gabriel se diz animado com a oportunidade de se dedicar exclusivamente à fitopatologia. “O nível das disciplinas, e dos colegas de classe, me deixa muito animado. Sei que o trabalho é intenso, mas isso me motiva demais.” Natural de Viçosa, ele sempre teve a UFV como foco e se diz desejoso de chegar tão longe quanto os caminhos da pós-graduação o puderem levar. “Às vezes, me sinto como um peixe que, por nadar na água, não tem a exata dimensão dela. Para mim, as coisas estão acontecendo de forma muito natural. Mas quando converso com outros acadêmicos da área, por exemplo, vejo a grandeza da oportunidade que estou vivendo.”

No longo prazo, o foco de Gabriel continua sendo acadêmico. “Meu desejo sempre foi a academia. Gosto muito de aprender e tenho a felicidade de aprender todos os dias. Meu plano é seguir carreira como pesquisador e, se Deus quiser, como professor.”