Seminário – FIP 797

Coordenação: Prof. Fabrício A. Rodrigues

Seminário de defesa: Respostas fisiológicas e bioquímicas de plantas de soja pulverizadas com um composto contendo nanopartículas à base de carbono e infectadas por Phakopsora pachyrhizi

Prelecionista: Hian Rodrigo Costa Silva
Orientador: Fabrício de Ávila Rodrigues
Data: 12/02/2026
Horário: 08 horas
Local:  ESB – Sala 102

Abstract: A ferrugem, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma doença altamente destrutiva que afeta a produção de soja. Este estudo investigou o efeito de um composto contendo nanopartículas à base de carbono em mistura com nutrientes (potássio, magnésio, zinco, ferro e manganês) (NP) nas respostas fisiológicas e bioquímicas da soja contra a infecção fúngica. Plantas no estágio de crescimento V4 foram pulverizadas com NP (1 mL/L; 20 mL por planta) ou água (tratamento controle) e inoculadas com P. pachyrhizi após 48 h. A severidade da doença, a concentração de nutrientes, parâmetros da fluorescência da clorofila a, concentração de pigmentos e as atividades de enzimas relacionadas à defesa e enzimas oxidativas foram medidos em plantas de cada tratamento até 20 dias após a inoculação (dai). A severidade e a área abaixo da curva de progresso da doença não diferiram estatisticamente entre os tratamentos. No entanto, as plantas pulverizadas com NP apresentaram sintomas visuais menos intensos (clorose e necrose) e urédias menores e mais compactas. As plantas pulverizadas com NP e infectadas exibiram aumentos significativos nas concentrações foliares de nitrogênio e enxofre de 12% e 24%, respectivamente, em comparação com suas contrapartes não tratadas. As plantas pulverizadas com NP e infectadas apresentaram valores mais altos da eficiência quântica máxima do fotossistema II, do rendimento fotoquímico e da taxa de transporte de elétrons, e valores mais baixos do rendimento de dissipação não regulada e do rendimento de dissipação por desativação regulatória, indicando menor fotoinibição do aparato fotossintético. De fato, essas plantas apresentaram concentrações mais altas de Chl a+b e carotenoides aos 20 dai. As concentrações de MDA aos 1, 5 e 20 dai e de peróxido de hidrogênio aos 5 dai foram menores para as plantas pulverizadas com NP e infectadas, indicando menor peroxidação lipídica. Por outro lado, essas plantas apresentaram concentrações mais altas do ânion superóxido, que poderia prejudicar o processo de infecção fúngica, juntamente com atividades mais elevadas de enzimas de defesa (quitinase, β-1,3-glucanase, fenilalanina amônia-liase, polifenol oxidase e lipoxigenase) e enzimas antioxidantes (superóxido dismutase, peroxidase, catalase, ascorbato peroxidase e glutationa redutase). Pode-se concluir que as plantas de soja pulverizadas com o NP apresentaram melhor estado nutricional (melhor uso de nitrogênio e enxofre), preservação do aparato fotossintético e redução dos danos por estresse oxidativo associados a reações bioquímicas de defesa para contrapor o processo de infecção por P. pachyrhizi. O NP pode ser usado como uma estratégia para complementar os métodos de controle atualmente utilizados no manejo da ferrugem da soja.